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Resiliência familiar: a formulação de uma rede integrada de apoio ao cuidador familiar

Quando pensamos em uma pessoa que enfrenta uma doença grave, uma deficiência, um transtorno mental ou os desafios do envelhecimento, nossa atenção naturalmente se volta para aquele que necessita de cuidados. Mobilizamos profissionais de saúde, familiares, amigos e recursos para garantir o melhor tratamento possível. No entanto, existe uma figura fundamental nesse processo que frequentemente permanece invisível: o cuidador familiar. São mães que acompanham filhos com deficiência, filhos que cuidam de pais idosos, cônjuges que assumem a rotina de tratamento de parceiros adoecidos, irmãos, avós e outros familiares que reorganizam suas vidas em função das necessidades de alguém que amam. Embora o foco social esteja direcionado ao paciente, muitas vezes é o cuidador quem enfrenta silenciosamente uma das maiores cargas emocionais, físicas e sociais de todo o processo.   O crescimento da demanda por cuidado O Brasil vive uma importante transformação demográfica e epidemiológic...

NR-1 e Saúde Mental: o novo papel da Psicologia Organizacional nas empresas

  A atualização da NR-1 marca uma mudança importante na forma como as empresas devem lidar com segurança e saúde no trabalho. A partir de 2026, não basta apenas gerenciar riscos físicos — passa a ser obrigatório também identificar, avaliar e controlar os riscos psicossociais , como estresse, sobrecarga, assédio e falhas na gestão. Esse novo cenário exige uma abordagem mais completa, que integre gestão de riscos, comportamento humano e cultura organizacional . É nesse contexto que a Psicologia Organizacional ganha um papel estratégico. Mais do que apoiar pessoas, ela passa a atuar diretamente na prevenção de riscos, na estruturação de ambientes saudáveis e na redução de passivos trabalhistas. A adequação à NR-1 envolve etapas fundamentais, como: Diagnóstico organizacional e psicossocial; Estruturação do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO); Elaboração do PGR com integração dos riscos psicossociais; Implementação de ações práticas dentro da empresa; Monitorame...

A tranqulidade em meio a tempestades

Muitos já me perguntaram: – O que faço em meio a aflições e dificuldades? Em muitos casos, não há o que fazer, pois, o encarceramento frente aos desafios nos impossibilita de vencer as dificuldades e ver o caminho desimpedido após a tempestade. Chamamos tais momentos de tribulação, palavra entendida como sofrimento e dificuldade de superação, tempestade ou medo intenso. Não digo aqui que é fácil passar por tais momentos, complicado e desesperador, contudo, em muitos casos, necessário. Aprendemos muito frente às dificuldades, isso é bom, pois, após a tribulação existe a bonança, calmaria e tranquilidade. Você já teve a oportunidade de conversar com um veterano de guerra? Ele irá te dizer que a guerra é algo complicado e desesperador, traumático e angustiante. O que faz um veterano de guerra sobreviver é o anseio de encontrar com sua família, seus amigos e sua vida em seu país natal. Isso é a mola motora que faz com que os veteranos voltem com vida para suas casas, caso isso não ocorress...

Homenagem a um irmão amado

este texto foi escrito em homenagem a um grande personagem de minha história pessoal, um grande irmão que ajudou a tornar-me o psicólogo que sou hoje, pois praticamente estudou comigo na faculdade e sempre foi um grande amigo e incentivador de meu desenvolvimento pessoal e profissional, acreditando em mim mesmo quando eu mesmo não acreditava. Ele é mais que digno desta homenagem.   Em 19 de junho de 2019 veio a falecer nosso amado irmão Wagner Martins dos Santos, casado, que acabou de fazer seu 47º aniversário no dia 15/06/2019, deixou um grande legado em nossas vidas. A dor de perder um irmão é muito forte, imagina perder um filho? Esta é a dor vivida por Dona Cida, nossa mãe que está muito comovida com o fato que pegou todos de surpresa. Wagner era uma pessoa alegre, feliz, com qualidades e defeitos, entretanto, suas qualidades superam todos os seus defeitos, sendo uma pessoa gentil, solidária, pronto para qualquer necessidade e leal. Seu legado se inicia na década de...

Objetivos: Justificativa eficaz

Sempre temos uma justificativa para algo em nossas vidas: o porque que estamos sem dinheiro, em uma situação de pandemia, causas e consequências de ações que, muitas vezes estão externas a nosso querer e de complicada resolução. Estes “porquês” fazem parte de nossas vidas e quando buscamos a racionalização de nossos conflitos internos, corremos um risco muito grande.        Este texto foi escrito por Alexandre Martins na época da Pandemia de Corona Vírus.